Agências de turismo

O que separa uma agência comum de uma que controla o momento do desembarque?

Sua agência pode ter acertado na escolha do hotel, do voo e do roteiro, mas ainda assim perder o cliente por um detalhe que parece pequeno: ele desembarca sem conexão, não consegue localizar o transfer e não confirma para a família que chegou bem.

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Resolver a conexão do cliente antes mesmo do pouso é o que decide a confiança no seu serviço. A percepção sobre uma viagem inteira é frequentemente moldada pelo seu pior momento, e não pela média das experiências. 

Sua agência pode ter acertado na escolha do hotel, do voo e do roteiro, mas ainda assim perder o cliente por um detalhe que parece pequeno: ele desembarca sem conexão, não consegue localizar o transfer e não confirma para a família que chegou bem.

O cliente raramente se lembra dos detalhes do pacote que comprou. Ele não vai contar para os amigos sobre a eficiência do check-in ou a pontualidade do voo. O que fica na memória, o que vira a história contada no retorno, é a primeira coisa que deu errado. E essa falha inicial geralmente acontece no exato instante em que o avião pousa em um destino internacional, um momento de alta vulnerabilidade para qualquer viajante.

Existe um ponto cego na maioria das operações de turismo: o serviço termina no embarque. Do desembarque em diante, a experiência fica por conta do acaso. E o acaso, ao contrário do pacote que você vendeu, não carrega a marca da sua agência. 

A pergunta que define o futuro da sua relação com o cliente é: sua agência é lembrada pelo pacote vendido ou pelo problema que não evitou?

A memória de uma viagem é definida pelo pior momento

A psicologia por trás da avaliação de uma experiência mostra que momentos negativos intensos têm um peso desproporcional na memória. Uma viagem pode ter dezenas de pontos altos, mas um único ponto baixo de grande estresse pode manchar toda a percepção de qualidade.

É parecido com um restaurante que serve uma comida excelente, mas deixa o cliente esperando por tempo demais para conseguir a conta. A frustração da espera vira a história principal, ofuscando o sabor do prato que levou horas para ser preparado. 

No turismo, essa "espera pela conta" é o período de desconexão e incerteza logo após o pouso. Dez minutos sem sinal bastam para instalar a ansiedade e comprometer o início de qualquer roteiro bem planejado. Essa falha inicial, mesmo que fora do controle direto da agência, acaba associada à sua marca. 

O cliente não separa as coisas: ele comprou uma experiência completa de você. Se a experiência começa com um problema, a responsabilidade, na mente dele, é de quem a vendeu.

Portanto, não se trata apenas de vender experiência em viagens, mas de garantir que ela comece sem atritos.

O ponto cego da operação de turismo: do pouso em diante

O trabalho de uma agência de viagens envolve coordenar uma logística complexa, que abrange desde passagens aéreas até hospedagem e passeios. Contudo, essa cadeia de serviços é interrompida em um momento crítico. 

Assim que as portas da aeronave se abrem no destino, o cliente é deixado por conta própria para resolver sua necessidade mais imediata: a comunicação.

O que acontece quando o avião aterrissa?

Sem um plano de conectividade pré-estabelecido, o viajante enfrenta uma sequência de dificuldades que geram um estresse imediato e desnecessário. Esse primeiro contato com o destino se torna uma fonte de atrito em vez de encantamento. 

Os problemas mais comuns incluem:

  • Impossibilidade de chamar transporte: Sem acesso à internet, o cliente não consegue usar aplicativos de transporte para sair do aeroporto.

  • Dificuldade para contatar o transfer: Se um transfer foi contratado, a falta de sinal impede o contato com o motorista, gerando atrasos e desencontros.

  • Falta de comunicação com a família: Após horas de voo, a primeira atitude de muitos é avisar que chegaram bem. A incapacidade de fazer isso causa preocupação em ambos os lados.

  • Inacessibilidade a informações: O cliente não consegue acessar mapas, confirmar o endereço do hotel ou verificar informações de última hora sobre seu primeiro compromisso.

O impacto na percepção da sua marca

Quando a agência não se antecipa a esse problema, ela abre mão de controlar a primeira impressão do cliente no destino. A marca que deveria ser sinônimo de cuidado e segurança se torna ausente no momento de maior necessidade. 

O setor de transportes, de modo geral, opera com regulamentações estritas para garantir previsibilidade e segurança, como as normas para tráfego e permanência em águas jurisdicionais brasileiras detalhadas pela Marinha do Brasil. 

Deixar a conectividade do passageiro ao acaso contrasta com esse nível de controle.

Como assumir o controle da experiência do cliente no destino

Quem resolve a lacuna da conexão antes mesmo de o avião pousar assume o domínio de um momento decisivo. 

É nesse instante, entre o desembarque e a primeira conexão funcional, que se forma a opinião que o cliente levará para casa. Na prática, é ali que ele decide se voltará a comprar da mesma agência.

A solução tecnológica que antecipa o problema

A tecnologia já oferece uma solução para esse problema: o eSIM para turismo. Diferente do chip físico, que exige que o viajante encontre uma loja no aeroporto, pague em moeda estrangeira e troque o SIM card, o eSIM pode ser instalado e ativado antes mesmo da viagem começar.

Dessa forma, a conexão à rede local é instantânea, acontecendo assim que o avião pousa e o modo avião é desativado. A agência que oferece essa facilidade transforma um ponto de atrito em um momento de tranquilidade, demonstrando um cuidado que vai além do convencional.

Benefícios para a agência e para o viajante

Ao integrar a conectividade como parte do pacote, a agência não apenas resolve um problema do cliente, mas também gera valor para o seu próprio negócio. 

Os benefícios são claros: o cliente sente que a agência pensou em todos os detalhes, o que fortalece a lealdade e aumenta as chances de recompra e indicação.

Para a agência, isso representa a oportunidade de reforçar sua marca em um momento crítico e, inclusive, criar uma nova fonte de receita. 

Com uma solução eSIM white label MVNO, é possível oferecer planos de dados com a própria identidade visual da empresa, transformando um serviço de terceiro em uma extensão da sua própria marca.

Integrando a conectividade à sua operação

A implementação de uma solução de conectividade global na sua operação é um processo direto. 

Para operadoras de turismo que buscam uma integração mais profunda, uma API de eSIM permite automatizar a entrega de planos de dados, incorporando o serviço diretamente em seus sistemas de reserva e aplicativos.

Assim como a aviação está modernizando a gestão do tráfego aéreo para otimizar rotas e comunicações através de novas tecnologias, como aponta a Agência iNFRA, as agências de turismo podem modernizar a experiência do cliente em solo. 

Cuidar da conexão no desembarque é o equivalente a garantir uma aterrissagem tranquila e segura para a experiência da viagem. Isso se estende desde a conectividade em terra até o Wi-Fi de bordo, cobrindo todo o percurso do cliente. 

Em última análise, controlar esse momento significa controlar a narrativa da viagem e, por consequência, a fidelidade do seu cliente.

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